O problemaArquiteturaEvoluçãoPilha JidōTecnologiaDistribuiçãovs seL4Como trabalhamosMercadoContato
v1.3.0 · baseline de certificação IEC 61508 · CI verde

A base operacional segura
para veículos autônomos e IA física.

O Jidō OS é um microkernel AArch64 safety-oriented que separa o domínio crítico — controle, atuadores, tempo-real — do domínio cognitivo — IA, percepção, Linux e aceleradores — no mesmo SoC, com fronteiras mediadas, validação explícita e previsibilidade temporal analisável nos caminhos críticos.

microkernel AArch64 · inspirado em seL4 · ISO 26262 como roadmap · ASIL-D como meta de longo prazo
O problema

Duas naturezas de software competindo no mesmo chip

Sistemas autônomos precisam executar IA pesada e controle determinístico ao mesmo tempo. O desafio é permitir que Linux, GPU e frameworks de percepção coexistam com um caminho de controle que precisa ser previsível, isolado e preparado para evoluir em direção a um safety case.

HARD REAL-TIME · SAFETY

Domínio crítico

Controle, atuadores, fusão de sensores, freio e safe-stop. Precisa de latência controlada, isolamento espacial/temporal e comportamento analisável. Uma falha aqui pode levar a uma condição insegura.

BEST-EFFORT · IA/GPU/LINUX

Domínio cognitivo

Percepção, SLAM, redes neurais, memória e tomada de decisão exploratória. Precisa de Linux, CUDA/ONNX e runtimes grandes — inadequados ao caminho crítico ASIL alto sem isolamento rigoroso.

▼ a fronteira entre esses domínios é o problema central dos sistemas autônomos modernos ▼

A solução

Isolamento por arquitetura, não por confiança cega

O Jidō OS roda em EL2 como hypervisor e hospeda o domínio cognitivo como convidado isolado. O caminho crítico roda em módulos mínimos, com capabilities, IPC, priority ceiling e drivers em EL0. O domínio cognitivo não acessa diretamente o crítico: toda troca atravessa uma fronteira mediada, validada e rastreável.

jido@aarch64 — bare metal
             J I D Ō   O S   —   microkernel
   AArch64 bare metal · RPi 4 / A72 (silício) + QEMU virt

mmu: stage-1 online, caches ligados            [ a72 ]
sched: preemptivo, prioridades, herança        [ a72 ]
cap: capabilities por endpoint/mem/device      [ a72 ]
ipc: priority ceiling + herança transitiva     [ a72 ]
loop: crítico EL0 + safe-stop atuador 3,0 µs @600 MHz  [ a72 ]
fs: JidoFS persistente em SD/EMMC              [ a72 ]
smp: 4 cores online (spin-table BCM2711)       [ a72 ]
japp: assinatura Ed25519 verificada            
smmu: SMMUv3 — DMA confinado por stream table  
accel: filas por criticidade + watchdog        
can: barramento de controle, priority ceiling  
hyp: stage-2 ativo — guest isolado em EL1      
hyp: vGICv3 emulado — GIC mediado por EL2      

jido> boot-real
[ 0.000000] Booting Linux 6.1 — shell interativo sob EL2
jido> perc-guest 100
perception: obstáculo próximo → 
actuator: motor_parar,0

[ a72 ] silício  ·  [qemu] emulação/CI

Por que isso importa

Cada componente roda com o menor privilégio possível. Drivers e aplicações ficam em EL0, capabilities controlam autoridade e o microkernel mantém apenas o que exige privilégio real.

O resultado é uma base para sistemas autônomos onde uma falha de percepção, driver ou módulo cognitivo não precisa comprometer o caminho de controle responsável por manter o veículo em estado seguro.

Consolidação computacional

Do hardware fragmentado ao computador central seguro

O Jidō OS acrescenta à arquitetura zonal uma fronteira explícita entre controle crítico e computação cognitiva, preparando CPU e aceleradores heterogêneos para coexistirem no mesmo sistema.

Visão de arquitetura: o núcleo determinístico está validado em Raspberry Pi 4; a integração de GPU, NPU e FPGA reais depende do hardware-alvo.

Determinismo por projeto

Da placa à aplicação, cada camada tem uma responsabilidade

O Jidō OS organiza o sistema em uma pilha verificável: parte do silício, reduz o núcleo privilegiado, separa temporalmente o crítico do cognitivo e preserva evidências para o caminho de certificação.

Tecnologia

O que já roda hoje

Não é uma tese em slides. O núcleo determinístico roda na Raspberry Pi 4 (silício): 110 testes automáticos, CI verde, o loop crítico com safe-stop, o WCET medido no A72 e o armazenamento persistente (JidoFS em SD/EMMC) validados em hardware real (v1.3.0). O domínio cognitivo — hypervisor EL2 e guest Linux — é validado em QEMU.

// isolamento

Capabilities

Autoridade explícita para endpoints, memória compartilhada e MMIO de dispositivos. Menor privilégio por construção.

// resiliência

Fault containment

Drivers e apps rodam em EL0. Falhas ficam contidas no componente, sem derrubar o sistema inteiro.

// tempo-real

Priority ceiling + herança

Inversão de prioridade é limitada e analisável, melhorando previsibilidade nos endpoints do caminho crítico.

// integridade

Apps assinadas (.japp)

Módulos são autenticados com assinatura Ed25519 antes da carga. Código adulterado é rejeitado.

// controle

SafetyMonitor em EL0

O controle propõe; a segurança valida frescor, obstáculo, velocidade e decide OK/WARN/ESTOP.

// coexistência

Linux real sob o hypervisor

Um Linux mainline boota até um shell interativo como domínio cognitivo isolado, sobre um GIC emulado pelo microkernel — provado em QEMU.

// aceleração segura

SMMU + QoS de aceleração

DMA confinado por stream table (SMMUv3): o acelerador só alcança a memória autorizada. Submissões em filas crítico/best-effort com watchdog — o acelerador não bloqueia o laço de controle. Validado em QEMU: a RPi 4 não possui SMMU; a validação em silício depende do alvo do piloto.

// mixed-criticality

ASIL declarado no manifesto

Cada capability de dispositivo declara seu nível ASIL; o carregador recusa concessões incompatíveis com a prioridade do módulo.

// qualidade

Endurecimento contínuo

Fuzzing do parser e da fronteira de syscalls, WCET reproduzível, análise estática do núcleo e MC/DC 100% nas funções puras e nos caminhos de scheduler, IPC, capabilities e MMU — no CI a cada commit. O safety case começa por aqui.

Jidō OS exibindo boot bare-metal em uma Raspberry Pi 4
Console do Jidō OS em modo tela rodando em QEMU virt: barra de estado com 4 de 4 núcleos online, 22 tarefas, 6 módulos .japp e safe-stop armado
// hardware real

Da simulação para a placa

A Raspberry Pi 4 deixou de ser “roadmap”: o Jidō OS roda de ponta a ponta no silício — boot EL2→EL1, MMU, GICv2, shell interativo, o loop crítico em EL0 isolado (controle → SafetyMonitor → atuador/servo) com safe-stop, WCET medido no A72 (multi-core, com inversão de prioridade controlada) e armazenamento persistente (JidoFS em SD/EMMC). QEMU segue como base de regressão; o hardware é agora a âncora.

Estado atual

Maduro o suficiente para provar a tese. Honesto o suficiente para não prometer certificação pronta.

110
testes automáticos · 0 falhas · gate de boot no CI a cada push
4
cores online no A72 (spin-table BCM2711) · scheduler particionado
RPi 4
Tier 0 + Tier 1 no silício · loop crítico + safe-stop + WCET + storage persistente
2,28 µs
IPC protegido sob inversão no A72 · p99 2351 ns, envelope de 5 boots

O Jidō OS é um protótipo funcional validado em silício — não é um produto certificado. O núcleo determinístico e o armazenamento persistente rodam na Raspberry Pi 4; o hypervisor EL2 e o guest Linux são validados em QEMU. O safety case está com a Fase 1 fechada e a Fase 2 em andamento: análise estática do núcleo, fuzzing do parser e da fronteira de syscalls, MC/DC 100% nas funções puras e nos caminhos de scheduler, IPC, capabilities e MMU, e WCET reproduzível rodam no CI a cada push — com rastreabilidade, FMEA do TCB, classificação de ferramentas e a primeira baseline selada. A campanha de injeção de falhas e o MC/DC de IPC e MMU já estão fechados e rodam no CI; ainda falta o pré-assessment com uma certificadora independente — até lá, o safety case é autodeclarado. Os números de WCET valem para o BCM2711 e voltam a “pendente” em qualquer outro silício. Não afirmamos certificação concluída.

Preprint técnico: “Bounding Priority Inversion at IPC Endpoints in an AArch64 Microkernel for Autonomous-Vehicle Control Loops: A Silicon Evaluation on Cortex-A72” · submetido ao SBESC 2026 · DOI 10.5281/zenodo.20767672.

Distribuição para testes

Rode o Jidō OS na sua Raspberry Pi 4

O Jidō OS já roda de ponta a ponta na Raspberry Pi 4 (silício) — incluindo o loop crítico com safe-stop. A imagem .img.gz pronta para cartão SD é gerada a cada release (v1.3.0), para que parceiros testem sem compilar ou configurar toolchain.

// raspberry pi 4

Imagem para Raspberry Pi 4

Uma imagem .img.gz FAT32 com kernel, firmware e config.txt já configurados. Grave com o Raspberry Pi Imager ou dd e o Jidō OS sobe direto.

  • Raspberry Pi 4 (qualquer memória)
  • Adaptador USB-TTL 3,3 V no GPIO14/15
  • Console serial ~103448 baud (entregue pelo firmware)
↓ Baixar imagem (v1.3.0)
Tier 0 + Tier 1 validado no silício · instruções e checksum no repositório
// nvidia jetson

Imagem para NVIDIA Jetson

Port com roteiro de design escrito e zero código até agora: a Jetson Nano (Tegra X1, 4× Cortex-A57) como domínio crítico bare-metal e a Orin Nano como domínio cognitivo, separadas fisicamente. Entra na fila se for o alvo do cliente-piloto.

  • Jetson Nano — Tegra X1, GIC-400 (GICv2 já suportado)
  • Orin Nano com L4T no domínio cognitivo
  • Mesma arquitetura de capabilities e safe-stop
↓ Em breve
roteiro de design escrito · nenhuma linha de código

A validação do fluxo na Raspberry Pi 4 está concluída: boot bare-metal, console PL011, roteiro de gravação do SD e medição de WCET no hardware real. A imagem .img.gz já está disponível para download no repositório jido_osi.

Posicionamento técnico

Onde estamos em relação ao seL4 — sem rodeios

O seL4 é o estado da arte em microkernels verificados formalmente. Levou ~200 pessoa-ano de prova matemática na NICTA/CSIRO. Nenhuma startup chega lá sozinha no primeiro ano. O que diferencia o Jidō OS é ter acertado a arquitetura desde o início — que é exatamente o que o seL4 também fez antes de tudo mais.

Propriedade seL4 Jidō OS hoje Jidō OS — roadmap
Isolamento espacial (capabilities + MMU per-AS) provado formalmente implementado · testado · não provado análise formal incremental
Verificação formal de correção prova completa (Isabelle/HOL) não tem propriedades críticas prioritárias
WCET analisável no kernel provado em algumas configs QEMU -icount + RPi 4 A72 (single-core e 4 cores) + analise por inspecao WCET formal (MISRA/MC-DC) · Jetson (v2.x)
Isolamento temporal · inversão de prioridade prioridade fixa, sem herança · MCS fora das configs verificadas herança transitiva + ICPP · protegido 2,28 µs no A72 (p99 2351 ns) vs. baseline ~1,003 ms re-campanha no silício do piloto
Hipervisor EL2 + Linux guest isolado via camadas adicionais (CAmkES) nativo · Linux real até shell interativo maturidade incremental
Pipeline crítico↔cognitivo pronto você constrói do zero SafetyMonitor · IPC · caps integrados hardware real + sensores reais
SMMU / isolamento DMA de acelerador suportado em alvos específicos SMMUv3 + QoS crítico/best-effort — em QEMU; a RPi 4 não tem SMMU validar no silício do piloto
Certificação (Common Criteria / ISO 26262) sem certificado CC ou ISO 26262 · prova argumentada como além de EAL7 SEooC em construção · Fase 1 do safety case fechada incremental · ASIL-B → ASIL-D como meta
Tempo de integração para sistemas autônomos meses a anos pipeline e drivers prontos · port ARM64 exercido 1× (RPi 4) 2º alvo de silício confirma o prazo declarado
// o que o seL4 resolveu

O abismo honesto

Verificação formal completa, prova de refinamento até o binário em configurações específicas e décadas de produção em defesa e aviônica. Isso não se replica sem investimento massivo e tempo. Quem diz o contrário está mentindo.

// o que o jidō os resolve

O caminho pragmático

A arquitetura correta desde o início — capabilities, isolamento por construção, separação crítico↔cognitivo e safety case incremental. O seL4 também começou assim antes de provar tudo. Nós estamos nessa etapa, com clareza sobre o que falta.

Preprint técnico: "Bounding Priority Inversion at IPC Endpoints in an AArch64 Microkernel for Autonomous-Vehicle Control Loops: A Silicon Evaluation on Cortex-A72" · DOI 10.5281/zenodo.20767672 · submetido ao SBESC 2026. O paper documenta a arquitetura e as medições de WCET do protótipo funcional — sem afirmar certificação concluída.

Como trabalhamos

Da arquitetura à integração embarcada

O Jidō OS pode entrar como plataforma de P&D, arquitetura de referência ou base de integração para robótica móvel, AGVs, veículos experimentais, drones e sistemas de IA física embarcada.

01 / Discovery

Safety Architecture Sprint

Diagnóstico técnico para mapear a fronteira crítico↔cognitivo, riscos de arquitetura e roadmap de isolamento.

  • Mapa de domínios e criticidade
  • Riscos técnicos e premissas
  • Roadmap de POC e integração
03 / Integração

Embedded Integration

Port para hardware real, drivers, barramento de controle, integração com sensores/atuadores e documentação técnica.

  • CAN/UART/I2C e drivers EL0
  • Guest Linux / domínio cognitivo
  • Base para safety case incremental
Por que agora

O mercado converge para isolamento de criticidade

Software-defined vehicles, robótica autônoma e consolidação de ECUs pressionam a indústria a rodar controle, IA e Linux no mesmo silício sem permitir que um domínio comprometa o outro.

Capacidade RTOS automotivos maduros Linux / DriveOS seL4 Jidō OS
Maturidade comercial/certificação forte depende do stack forte como base formal roadmap
Isolamento crítico↔cognitivo com Linux guest possível / específico por produto forte no cognitivo possível foco principal
Orientação a IA física/autonomia leve genérico forte no ecossistema IA base de pesquisa/defesa desenhado para isso
Aberto a P&D, port e co-desenvolvimento normalmente fechado ecossistema amplo aberto modelo de parceria

Posicionamento: uma plataforma safety-oriented para sistemas autônomos que combina microkernel, capabilities, hypervisor e fronteira crítico↔cognitivo em um produto de P&D e integração embarcada.

Vamos conversar

Construindo a base operacional do veículo autônomo brasileiro

Para parceiros de tecnologia, investidores, laboratórios e empresas que precisam separar controle crítico, IA, Linux e aceleradores com uma arquitetura clara de isolamento e evolução para safety case.